Eles estão te ouvindo: como o comportamento do consumidor dita a comunicação do futuro

Pense na quantidade de dados que você gera diariamente. As músicas que você ouve durante a ida ao trabalho ficam registradas no histórico da plataforma de streaming que você usa. O mesmo acontece com os vídeos, filmes e séries que você vê e com os aplicativos que usa todos os dias, graças a algoritmos cada vez mais inteligentes! Considere até as informações que os seus wearables registram. Todos esses números falam muito sobre o novo comportamento do consumidor.

Com cada vez mais ferramentas como essas em nosso dia a dia, fica mais fácil personalizar o conteúdo que cada usuário irá consumir. O Spotify, por exemplo, é reconhecido por suas playlists de indicações de novas bandas, que costumam agradar bastante os usuários.

Mas essa personalização pode ser ainda mais interessante. Pense em uma mulher que enfrenta problemas hormonais e mantém registros de informações sobre sua saúde com o auxílio de wearables e aplicativos. Seria muito útil para a rotina dela entregar materiais personalizados sobre problemas que ela pode encontrar e cuidados que pode ter. Esse hábito, inclusive, pode ser ótimo para a qualidade de vida dela!

É por questões assim que a comunicação teve que se transformar! O novo comportamento do consumidor nem deixa outra opção! E a tecnologia pode ser bem útil nesse processo.

O que mudou no comportamento do consumidor?

O excesso de ferramentas que usamos no nosso dia a dia tornam o processo de compra muito mais complexo. Se antes a jornada era linear, com uma necessidade, algumas opções de compra e menos empecilhos na hora da finalização da venda; agora ela é mais longa. 

O novo consumidor tem a necessidade, inúmeras opções de produtos, pede opinião sobre as soluções que encontra, pesquisa ativamente todos os detalhes sobre as marcas, para enfim comprar ou não.

Muitos outros canais também estão envolvidos no processo. O consumidor pode iniciar sua jornada na vida real e usar o universo digital de apoio para concluir sua jornada.

Neste novo processo, ele também demanda outras coisas. Quer comprar produtos da marca com a qual se identifica, busca ter uma experiência interativa e inovadora, além de procurar coerência no discurso das marcas que encontram.

Então, quando o objetivo é aumentar a atração e retenção dos clientes, se torna necessário ficar de olho em alguns pontos que dizem muito sobre o comportamento do consumidor:

  • Cultura: desde os valores até a raça daquela pessoa, que quer se sentir representada
  • Estilo de vida: lugares que frequenta ou coisas que gosta muito de fazer
  • Classe social e ocupação: entender até onde vão os limites financeiros daquela pessoa
  • Características pessoais: como idade, estado civil e até a personalidade
  • Grupos que faz parte: essa informação indica quem são os influenciadores daquele público
  • Aspectos psicológicos: motivação, modo de aprender, percepções, crenças e atitudes)

Personalização

Com as novas ferramentas e as possibilidades do mundo digital, o novo consumidor passou a valorizar a experiência que tem. Ele quer encontrar menos atritos ao longo de sua jornada de compra e sentir que não é mais um número no processo comercial das empresas.

Sendo assim, o approach deve começar na comunicação, ao escolher a linguagem correta, gerar identificação e personalizar os conteúdos, com base nas informações que já foram fornecidas.

A forma de entregar essas informações também já pode ser mais assertiva, até no topo de funil, na hora de se apresentar para um público ainda não segmentado.

A mídia programática é um exemplo disso. Nesta ferramenta de compra de mídia, o objetivo é criar estratégias para aquisição de audiência, e não canais. Ela permite segmentações, que tornam a mensagem mais personalizada e direcionada de acordo com as características de cada público-alvo.

Essa estratégia também é financeiramente mais interessante, já que influencia diretamente no retorno sobre o investimento. Como a mídia é mais assertiva no público, aproveita melhor a verba aplicada e gera mais resultados. Além disso, pode ser utilizada por empresas dos mais variados segmentos.

Uma pesquisa da IAB Brasil mostrou que a mídia programática movimentou em 2016 R$ 1,9 bilhão no mercado. O valor representa 16,5% dos investimentos em anúncios digitais e tem estimativas de crescimento.

Privacidade do usuário

No Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) entrará em vigor a partir de agosto de 2020. Nesta regulamentação, o objetivo é proteger o usuário do uso de dados pessoais coletados na internet por parte de empresas e agências de marketing e publicidade.

Mesmo enquanto a lei não é estabelecida, o ideal é trabalhar sempre de forma ética e transparente com o usuário. É importante sempre pedir o consentimento, com políticas de privacidade e aviso de uso de cookies, para só então coletar e usar os dados do usuário. 

Empresas que têm um site, aplicativo ou rede social e querem melhorar a experiência do usuário durante a navegação ou melhorar suas estratégias de marketing online, por exemplo, devem antes usar essas ferramentas para agir de forma assertiva, e não invasiva.

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