Co-marketing é a estratégia que une duas empresas para produzir e divulgar uma ação de marketing em conjunto, dividindo custo, trabalho e audiência entre as partes envolvidas. Ele é, na prática, um dos formatos mais usados dentro do universo maior de parcerias estratégicas B2B.
Por isso, costuma ser o ponto de entrada mais acessível para empresas que ainda não colaboram com outras marcas. Neste conteúdo, vocês vão entender o que diferencia co-marketing de co-branding e por que vale investir nessa estratégia. Além disso, mostramos como estruturar uma ação do início ao fim e como medir se está funcionando.
O que é co-marketing
Co-marketing acontece quando duas empresas planejam juntas um objetivo comercial e dividem, ao final, os contatos gerados pela ação. As duas marcas dividem custo de produção e esforço de execução, não apenas o resultado final.
Isso é diferente de uma simples indicação pontual, porque envolve planejamento conjunto e um objetivo comercial claro para ambas as partes. Materiais como e-books, webinars, blog posts e eventos são os formatos mais comuns dessa estratégia.
Co-marketing e co-branding: qual a diferença
Co-marketing é uma ação de marketing pontual entre duas empresas, enquanto co-branding é uma associação de marca mais duradoura e visível entre elas.
Essa é a confusão mais comum entre quem pesquisa o tema, e a tabela abaixo resume os pontos que mais diferenciam os dois modelos.
| Critério | Co-marketing | Co-branding |
|---|---|---|
| Duração | Ação pontual, geralmente uma campanha ou material específico | Associação de médio a longo prazo entre as marcas |
| Objetivo principal | Geração de leads compartilhados | Ganho de reputação por associação |
| Formato típico | E-book, webinar, blog post, evento | Produto conjunto, embalagem, campanha institucional |
| Visibilidade da marca | Presente na ação específica | Presente de forma contínua, muitas vezes no próprio produto |
| Investimento | Geralmente mais baixo e dividido por campanha | Costuma exigir investimento maior e mais estruturado |
| Exemplo prático | Duas agências produzindo um e-book juntas | Uma marca de roupa e uma marca de tinta lançando uma coleção conjunta |
Na prática, muita empresa começa com co-marketing justamente porque ele exige menos estrutura e menos risco do que um acordo de co-branding. Assim, usa esse primeiro contato para avaliar se faz sentido evoluir para uma parceria mais duradoura no futuro.
Por que fazer co-marketing
Co-marketing entrega três ganhos que dificilmente uma empresa alcança sozinha no mesmo prazo. São eles: reconhecimento por associação, redução de custo e acesso a uma audiência que já existe pronta do outro lado.
Mais reconhecimento no mercado
Associar sua marca a um parceiro que já é referência no segmento transfere parte dessa credibilidade para o seu negócio. Antes de propor a ação, vale confirmar alguns pontos sobre o parceiro em potencial:
- Ele já é referência reconhecida no mercado em que atua
- O produto ou serviço dele é complementar ao seu, sem concorrência direta
- Ele atende ao mesmo público-alvo, ainda que em outro momento da jornada
- Ele tem conhecimento técnico relevante para agregar ao material produzido
- A audiência dele é consistente, não apenas numerosa
Otimização de gastos e trabalho
O custo de produção e divulgação do material é dividido entre as duas empresas, o que reduz o investimento individual necessário para alcançar o mesmo resultado. Isso também vale para o esforço de execução: nenhuma das partes precisa arcar sozinha com a produção completa.
Empresas que já buscam formas de reduzir esse investimento sem perder resultado encontram no co-marketing uma alavanca adicional. Além disso, ele complementa as estratégias de redução de CAC que já costumam aplicar em outras frentes.
Maior alcance
A ação conjunta coloca sua marca diante de uma base de contatos que, sozinha, levaria muito mais tempo para construir. Isso acelera o acesso a potenciais clientes que ainda não conheciam sua empresa, mas já confiam no parceiro que está do outro lado da campanha. Esse ganho de alcance costuma aparecer em pontos específicos da campanha:
- Base de e-mail do parceiro, exposta ao seu material sem custo adicional de aquisição
- Redes sociais do parceiro, que amplificam a divulgação para seguidores que nunca tiveram contato com sua marca
- Autoridade de busca do parceiro, quando o material é hospedado ou linkado em domínio já consolidado, o que também reforça o link building entre as duas empresas
- Rede de contatos comerciais, quando o parceiro indica a ação diretamente para clientes ou prospects próprios
Como implementar o co-marketing: passo a passo
Implementar co-marketing exige planejamento conjunto desde o primeiro contato entre as empresas, porque cada parceiro chega com rotina, processo e expectativa diferentes. Cada etapa abaixo tem uma decisão prática que precisa ser tomada antes de avançar para a próxima.
1. Planejamento
Definir o objetivo comercial da ação antes de escolher o formato do material evita o erro mais comum: produzir um e-book bonito sem saber qual número ele precisa gerar. O planejamento cobre:
- Objetivo comercial: número de leads, MQLs ou receita influenciada esperada
- Formato e tema: escolhido em função do objetivo, não da preferência estética de uma das empresas
- Cronograma de produção: com prazo para cada entrega, não apenas uma data final
- Canais de captação: landing page, disparo de e-mail e redes sociais, definidos antes da produção do conteúdo começar
2. Divisão das tarefas
A divisão parte de uma análise honesta sobre a força de cada empresa, não de uma divisão simétrica automática. Antes de distribuir responsabilidades, mapeie:
- Quem tem melhor capacidade de produção de conteúdo (redação, design, roteiro)
- Quem tem base de e-mail mais ativa ou taxa de abertura mais alta
- Quem tem maior engajamento em redes sociais para a divulgação
- Quem vai ficar responsável pela landing page e captação técnica dos leads
3. Definição de métricas de sucesso
Antes da ação começar, as duas empresas precisam concordar sobre um indicador único de sucesso, não uma lista genérica de expectativas. Isso inclui:
- Indicador principal: leads gerados, custo por lead ou receita influenciada, escolhido com antecedência
- Meta numérica mínima: um valor de referência para considerar a ação bem-sucedida
- Checkpoint de revisão: data marcada para avaliar o resultado parcial, não apenas ao final da campanha
Um processo simples de OKR aplicado à ação ajuda ambos os lados a acompanharem o progresso com a mesma régua.
4. Alinhamento de ganhos entre as partes
O princípio central do co-marketing é que todos os lados saiam ganhando, o que nem sempre significa esforço ou investimento idêntico.
Quando o investimento de um lado é maior, ou quando as necessidades das empresas são diferentes, negocie uma compensação que equilibre a relação, como:
- Divisão desproporcional de leads a favor de quem investiu mais
- Direito a um segundo material futuro sem custo adicional para o lado que investiu menos
- Exposição extra de marca em um canal específico, como compensação por menor participação financeira
Como avaliar os resultados de uma campanha de co-marketing
Avaliar resultado de co-marketing significa acompanhar, desde o início da campanha, os indicadores definidos na etapa de planejamento, não deixar essa análise só para o fim da ação. O que avaliar e como avaliar variam conforme o momento da campanha.
Durante a campanha:
- Volume de leads gerados por canal, para identificar se a divulgação do parceiro está performando tanto quanto a sua
- Taxa de conversão da landing page, comparando o desempenho real com a meta definida no planejamento
- Ritmo de geração, para detectar cedo se o volume está muito abaixo do esperado e ainda dá tempo de ajustar o formato ou o canal
Se a taxa de conversão da landing page estiver abaixo do esperado, vale revisitar os princípios de otimização de landing pages antes de escalar o investimento em mídia.
Ao final da campanha:
- Custo por lead gerado, calculado dividindo o investimento total pelo número de leads, e comparado ao CPL médio de outras estratégias já usadas
- Qualidade dos leads, avaliando quantos avançaram para oportunidade comercial real, não apenas o volume bruto captado
- Receita influenciada, quando possível rastrear até o fechamento, para entender o retorno financeiro direto da parceria
O ponto mais importante aqui é revisar esses números antes do fim da campanha, não só depois. Se o ritmo de geração estiver muito abaixo do combinado na segunda semana, por exemplo, ainda dá tempo de ajustar o canal de divulgação ou reforçar o disparo de e-mail. Assim, evita-se esperar o resultado final para descobrir que algo não funcionou.
Exemplos de co-marketing na prática
O co-marketing transforma parcerias inusitadas em resultado real. Dois exemplos recentes mostram como isso funciona na prática, cada um explorando uma lógica de conexão diferente.
Shopee e Burger King
Em agosto de 2026, a Shopee e o Burger King lançaram uma campanha conjunta estrelada por Terry Crews, embaixador da Shopee.
A promoção oferece um cupom de R$ 20 no aplicativo da Shopee para clientes que compram o combo “King em Dobro” nas lojas físicas da rede, com resgate feito direto pelo código impresso no cupom fiscal ou no totem de autoatendimento.
- O que fizeram: cruzaram o consumo físico no fast-food com um benefício direto na plataforma de e-commerce, unindo as duas bases de clientes em uma única ação
- A lógica por trás: quem já está comprando (seja um combo de lanche, seja um produto online) representa uma audiência com intenção de compra ativa, e cada marca empresta esse momento para a outra
- O resultado da conexão: a ação amplia o alcance das duas marcas simultaneamente, sem depender de desconto isolado, e reforça a Shopee como parte do dia a dia do consumidor mesmo fora do ambiente digital
Vanish e Riachuelo
A campanha “Vanish Banca Seu Look” também ilustra bem essa lógica, aplicada ao varejo de moda e cuidado com roupas.
- O que fizeram: consumidores que compravam produtos Vanish acumulavam pontos trocáveis por peças de roupa na Riachuelo
- A lógica por trás: quem precisa remover uma mancha de roupa está, no mesmo momento, propenso a considerar renovar a peça danificada ou o guarda-roupa
- O resultado da conexão: as duas marcas se beneficiaram de um gatilho de compra genuíno, sem depender de desconto artificial ou coincidência de campanha
Essa lógica é replicável para o universo B2B: encontrar o ponto exato em que a solução da sua empresa resolve uma dor, e no mesmo momento, gerar abertura para a oferta do parceiro.
Um exemplo aplicado seria uma empresa de automação de marketing e uma consultoria de vendas produzindo, juntas, um material sobre como estruturar a passagem de lead de marketing para vendas. Afinal, quem enfrenta esse problema geralmente precisa das duas soluções ao mesmo tempo.
Como a Layer Up aplica co-marketing na prática
Por aqui, somos fãs dessa prática, e ela está sempre presente nas nossas estratégias de SEO e reforço de autoridade. Usamos parcerias, troca de guest posts e link building estratégico entre domínios relevantes, sempre com empresas alinhadas aos nossos valores.
Assim, unimos a força de conteúdo de duas marcas para gerar resultado real para ambas. Conheça como atuamos como agência de marketing integrado e que tal seu negócio ser o nosso próximo parceiro?
FAQ – Perguntas Frequentes Sobre Co-marketing
Co-marketing funciona para qualquer tipo de empresa?
Funciona melhor para empresas que já têm alguma base de audiência ou conteúdo produzido, mesmo que pequena, porque a lógica da estratégia depende de troca real entre as partes. Empresas sem nenhuma base própria tendem a ter menos capacidade de negociação na escolha do parceiro, o que limita o alcance da ação.
Quanto custa fazer uma ação de co-marketing?
O custo varia conforme o formato escolhido, mas costuma ser mais baixo do que uma campanha isolada, já que é dividido entre as duas empresas. Um webinar conjunto, por exemplo, tende a exigir menos investimento do que a produção de um e-book robusto com distribuição paga.
É preciso ter contrato formal para fazer co-marketing?
Não é obrigatório para ações pequenas e pontuais. Porém, é recomendável ter pelo menos um acordo simples por escrito, definindo divisão de tarefas, investimento e como os leads gerados serão compartilhados. Isso evita divergência de expectativa entre as empresas depois que a ação já estiver no ar.
O que fazer se o parceiro de co-marketing não entregar a parte combinada?
O ideal é ter definido, desde o planejamento, o que acontece nesse cenário, incluindo prazo de resposta e possibilidade de ajuste na divisão de tarefas. Quando isso não é combinado com antecedência, a tendência é que a ação perca ritmo e acabe não sendo finalizada como planejado.
