Você já parou para pensar por que algumas marcas conseguem manter clientes fiéis por anos, mesmo quando seus produtos são parecidos com os da concorrência?

É aí que entra o conceito de customer experience, a experiência do cliente.

Ele engloba tudo o que influencia como a pessoa se sente em cada interação com a marca, desde o primeiro contato, muito antes da compra, até o pós-venda que consolida (ou destrói) a relação.

Vale destacar que, no cenário atual, em que produtos e preços podem ser facilmente comparados, a experiência oferecida pela marca virou o verdadeiro diferencial competitivo. E mais: investir em CX não é só uma boa prática, é estratégia de negócio.

  • 73% dos consumidores afirmam que a experiência com a marca é um fator-chave nas decisões de compra, segundo pesquisa da WifiTalents.
  • 96% dos clientes dizem que um bom atendimento impulsiona sua lealdade à marca, de acordo com a Microsoft.

Com isso em mente, vamos explorar como o CX influencia quatro pilares fundamentais para as marcas: fidelização, percepção de valor, eficiência de marketing e a construção de relacionamentos duradouros.

Confira!

O que é customer experience?

Customer experience (CX) é a percepção completa que o cliente constrói sobre uma marca a partir de todas as interações que vive com ela. Assim, não é uma ação isolada, não é sinônimo de atendimento e muito menos algo restrito ao momento da compra.

Estamos falando de uma jornada integral, que vai desde o primeiro anúncio que a pessoa vê, passando pela navegação no site, facilidade de contato, clareza das informações, experiência com o produto ou serviço e, claro, o pós-venda (que na maioria das vezes define se a relação continua ou não).

Em essência, CX é a soma de tudo aquilo que forma o sentimento do cliente sobre a marca. E quando esse sentimento é positivo, a confiança cresce, a percepção de valor muda e o cliente tende a voltar e, inclusive, indicar.

Por isso que, mais do que um conceito, o customer experience se tornou uma disciplina estratégica. Ele envolve processos, cultura organizacional, canais, consistência, linguagem e até alinhamento interno entre times. 

Agora que você tem uma visão clara do que está por trás do termo, vamos avançar para os impactos reais do CX no negócio, e por que ele está no centro das decisões nas marcas que querem crescer com consistência.

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Como o customer experience impacta a fidelização?

Quando falamos em reter clientes, muitas marcas ainda pensam primeiro em descontos, programas de pontos ou ofertas agressivas.

Só que, na prática, nada disso sustenta um relacionamento se a experiência não acompanhar. É aqui que o customer experience mostra seu maior diferencial.

A fidelização nasce de uma sensação simples, que pode ser descrita como “vale a pena continuar comprando aqui”. Essa sensação não vem do preço e sim da experiência. Quando o cliente encontra facilidade, consistência, clareza e um atendimento que realmente resolve, ele cria um vínculo que vai além da transação.

Assim, o CX reduz fricções, antecipa necessidades e entrega segurança. Isso faz o cliente confiar na marca, e confiança é o que transforma compras pontuais em relacionamento de longo prazo. Inclusive, em momentos de dúvida, ele tende a escolher a marca com a qual já teve boas experiências, mesmo que existam opções mais baratas.

Além disso, um cliente fiel custa menos para manter do que conquistar um novo. Ou seja, ao investir em experiência, a marca reduz o churn e melhora toda a eficiência da operação comercial.

Como melhorar a experiência do cliente?

Melhorar a experiência do cliente não é sobre adicionar “mimos” na jornada, é importante remover obstáculos, criar clareza e entregar valor de forma consistente; uma vez que o CX se fortalece quando a marca consegue transformar cada interação em algo simples, previsível e positivo. 

Abaixo, listamos os pontos essenciais para evoluir a experiência de forma estratégica:

1. Mapeie a jornada completa

Antes de otimizar qualquer coisa, você precisa entender tudo o que o cliente vive do início ao fim.

Isso revela gargalos, atritos e momentos decisivos que influenciam a percepção da marca. Sem esse mapa, qualquer melhoria vira tentativa e erro.

2. Padronize a comunicação em todos os canais

O cliente espera coerência. Se o tom muda de um canal para outro, se as informações não batem ou se o processo parece diferente a cada contato, a confiança cai.

Uma estratégia de customer experience forte depende de mensagens claras, alinhadas e consistentes.

3. Resolva antes que vire problema

Antecipar necessidades é um dos pilares da boa experiência. Isso vale tanto para processos (como automações que informam status ou próximos passos) quanto para suporte (como FAQs bem estruturadas ou autosserviço inteligente).

4. Capacite o time e não só o atendimento

CX não é responsabilidade exclusiva do suporte. Todo mundo que impacta a jornada precisa estar alinhado com as expectativas do cliente: marketing, produto, vendas e pós-venda devem operar com a mesma visão.

5. Simplifique processos

Quanto menos etapas desnecessárias, melhor. Formulários longos, fluxos confusos, informações escondidas ou burocracias inúteis são inimigos diretos da experiência. 

Simplicidade é, muitas vezes, o maior diferencial.

6. Ouça continuamente o cliente

Feedback não serve apenas para medir satisfação, serve também para ajustar processos, direcionar melhorias e até validar decisões estratégicas.

Por isso, pesquisas simples, monitoramento de comentários e análise de suporte ajudam a manter o olhar sempre atualizado.

7. Transforme dados em ação

Ter métricas de NPS, CSAT ou CES só é útil se elas gerarem movimentos reais. CX amadurece quando a empresa cria um ciclo de melhoria contínua baseado em dados: entender o problema, testar, ajustar e evoluir.

Em resumo, melhorar a experiência do cliente é um processo intencional, que exige consistência, alinhamento interno e foco nas necessidades reais do consumidor. Quando isso acontece, os resultados aparecem rapidamente e de forma consistente.

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Como a Inteligência Artificial está revolucionando o customer experience?

A inteligência artificial deixou de ser tendência futurista para virar motor real da experiência do cliente. E não é exagero dizer que ela está redefinindo o que as pessoas esperam das marcas, em velocidade e escala que seriam impossíveis apenas com operação humana.

A seguir, veja os diferenciais de atrelar a IA ao customer experience:

1. Personalização que realmente faz diferença

A IA permite analisar volumes enormes de dados e transformar isso em interações personalizadas: recomendações mais precisas, mensagens mais relevantes e jornadas feitas sob medida. O cliente sente que a marca “entende” seu comportamento, e isso eleva a percepção de valor imediatamente.

2. Atendimento mais rápido (e mais inteligente)

Os chatbots evoluíram muito. Hoje, modelos de IA conseguem interpretar contexto, histórico e intenção, oferecendo respostas mais naturais e resoluções rápidas sem depender de longas filas de atendimento.

3. Antecipação de necessidades

Em vez de esperar o cliente reclamar, a IA identifica padrões e prevê problemas antes que eles aconteçam. Isso ajuda a marca a agir de forma proativa enviando alertas, orientações ou soluções preventivas.

4. Processos internos mais enxutos (e, por consequência, melhor experiência)

CX não depende só da interface com o cliente. IA ajuda a otimizar processos internos, automatizar fluxos e eliminar gargalos. Quando a operação flui, a experiência melhora: entregas ficam mais rápidas, comunicações mais claras e erros menos frequentes.

5. Escala sem perder qualidade

Com a IA, as empresas conseguem atender milhares de pessoas ao mesmo tempo, mantendo consistência e qualidade. Isso reduz custos, libera o time para focar em problemas complexos e garante que o cliente não sinta queda na experiência mesmo em picos de demanda.

6. Insights acionáveis para evolução contínua

A IA não só coleta dados, ela os analisa. Ela é capaz de identificar sentimentos em comentários, classificar tipos de solicitações, apontar pontos de atrito na jornada e ajudar a priorizar melhorias que realmente fazem diferença para o cliente.

No fim das contas, a IA está transformando o customer experience porque permite algo que sempre foi o grande desafio das marcas: entregar experiências humanas, rápidas e personalizadas, mas com escala e eficiência.

A experiência como diferencial estratégico

O customer experience deixou de ser um “plus” e virou o que realmente sustenta uma marca no longo prazo.

Uma jornada bem pensada melhora a percepção de valor, reduz atritos, aumenta a fidelização e, de quebra, torna o marketing muito mais eficiente. Soma-se a isso a chegada da inteligência artificial, que ampliou a capacidade das marcas de personalizar, antecipar necessidades e entregar escala sem perder qualidade.

No fim das contas, o customer experience é sobre construir relações. Quem investe nisso não só vende mais, mas cria preferência, reputação e um espaço seguro na mente (e no orçamento) do cliente.

Se a experiência é o novo diferencial competitivo, então o movimento agora é claro: colocar o cliente no centro, entender sua jornada e construir processos, comunicações e decisões que reforcem esse cuidado. É assim que as marcas crescem de forma consistente e permanecem relevantes.

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