Longe de substituir a criatividade humana, a IA vem se estabelecendo cada vez mais como uma poderosa ferramenta colaborativa, redefinindo o fluxo de trabalho, a eficiência e, mais importante, o potencial criativo — principalmente na área de design.

Para se ter ideia, o mercado global de IA ultrapassou US$ 184 bilhões em 2024, com a IA generativa (o tipo de IA usado para criar designs) sendo a tecnologia mais popular, já utilizada por 51% das empresas (Hostinger/2024).

Essa rápida adoção da tecnologia indica uma forte tendência que promete se manter em alta pelos próximos anos, uma vez que ela está moldando o futuro do design, acelerando processos e alcançando níveis de personalização inéditos.

Para entender mais sobre o uso e aplicação da IA no design, assim como quando evitá-lo, confira este artigo completo.

O que é a IA no design?

De forma teórica, a IA no design refere-se à aplicação de sistemas de aprendizado de máquina (Machine Learning) para automatizar, otimizar e expandir as capacidades de criação visual.

Na prática, a grande disrupção vem das ferramentas de IA Generativa. Elas usam algoritmos complexos para criar conteúdo inédito, como imagens, paletas de cores e composições de layout, a partir de comandos textuais (os famosos prompts).

É desta forma que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de processamento de dados para se tornar um parceiro de brainstorming, capaz de visualizar conceitos em tempo real. 

Esta capacidade tem levado ao aumento da produtividade, um fator de alto valor para mais de 40% dos líderes de negócios que já integraram automação baseada em IA, segundo a Hostinger.

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Afinal, por que usar a inteligência artificial na área de design?

O principal motor para a integração da IA é a demanda por velocidade estratégica e personalização em escala, consequências das rápidas mudanças do mercado de marketing e publicidade. 

Para se ter ideia, a urgência em adotar essa tecnologia é tamanha que os investimentos em inteligência artificial devem atingir US$ 200 bilhões já em 2025, ainda de acordo com a Hostinger.

Assim, usar a IA no design permite aos profissionais:

  • Maximizar o tempo: redirecionar o foco de tarefas manuais e repetitivas para o pensamento estratégico e a solução criativa de problemas complexos.
  • Expandir a exploração criativa: testar centenas de variações de estilo, cor e tipografia em minutos, em vez de dias, facilitando a descoberta de soluções visuais inovadoras.
  • Fundamentar decisões em dados: utilizar o poder analítico da IA para correlacionar elementos visuais a métricas de desempenho, garantindo que o design não seja apenas artístico, mas também eficaz para os objetivos de negócio.

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A ética de uso

Até que ponto você acredita ser ético o uso da IA?

O rápido avanço do design com IA também trouxe à tona questões cruciais que exigem a liderança e a consciência do profissional humano. É sobre isso que vamos debater neste tópico.

Podemos adiantar que esta é uma linha muito tênue. Separamos 3 fatores-chave para explorar, confira: 

O desafio da originalidade

A IA opera com base em padrões de dados existentes, ou seja, o risco de designs homogêneos ou padronizados é real. Assim, o designer é quem deve garantir que o trabalho final vá além da automação, injetando sua visão na estratégica de negócio.

Viés e contexto

O designer é o principal agente para identificar os vieses algorítmicos. Isso significa que ele precisa auditar o resultado da IA para garantir que o design seja culturalmente apropriado, inclusivo e não caia em clichês, estereótipos ou preconceitos.

O papel da estratégia

A tecnologia não substitui o briefing, a compreensão profunda do público-alvo e a capacidade de contar histórias. Na era da IA, a maior habilidade do designer é a curadoria, a direção de arte e a validação do resultado da máquina com o propósito da marca.

Desta forma, é possível identificar que apesar de muito vantajosa, a IA precisa ser aplicada com precisão e estratégia. Usá-la simplesmente por usar não é estratégico, e, no fim, trará mais malefícios do que benefícios.

Além disso, o papel crítico do profissional de design é essencial para que sua aplicação seja feita da melhor forma. Não se esqueça também que a liderança do time exerce uma função primordial neste tema, tanto em sua aplicação quanto no treinamento do time.

Na Layer Up, por exemplo, acreditamos que a IA é uma ferramenta para amplificar a criatividade, e não para substituí-la.

Tanto que nosso diferencial é garantir que toda a eficiência da tecnologia seja guiada pela empatia, estratégia e ética do design, garantindo não apenas resultados rápidos, mas humanizados e singulares para nossos parceiros.

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