e-Sports: como aproveitar a onda e alavancar sua marca?

O mercado de e-sports já movimentou mais de um bilhão de dólares em 2019. De acordo com projeções, a cifra deve se aproximar de 1,5 bilhão ainda em 2020. Esse universo também envolve atletas profissionais, prêmios milionários e estádios lotados durante todos os campeonatos.

Você pode estar se perguntando como ainda não conhecia o potencial do segmento. Bem, de acordo com a Global E-sports Market Report, da Newzoo, os espectadores que acompanham assiduamente os campeonatos são majoritariamente jovens. Cerca de 46% deles têm entre 10 e 20 anos.

A audiência das competições também cresce exponencialmente. Em 2019, houve um aumento mundial de 16,3%. Quando olhamos somente para o Brasil, o crescimento foi de 20%, alcançando o pódio. Hoje, somos o terceiro maior público do mundo.

Mas o que são os e-sports?

O termo e-sports é uma abreviação de “eletronic sports” ou esportes eletrônicos. A competição acontece quando dois ou mais gamers se enfrentam em um mesmo jogo, disputando por uma posição ou prêmio.

Hoje, diferentes tipos de jogos se enquadram nos e-sports e possuem seus campeonatos. Conheça alguns deles:

  • FPS (First Person Shooter)

Jogo em que a única referência do jogador é a sua arma, como o Counter Strike. É um dos mais comuns da modalidade e rende prêmios milionários.

  • Simuladores 

São simuladores de esportes reais, como o jogo de futebol FIFA ou o de basquete NBA, entre outros.

  • MOBA (Multiplayers Online Battle Arena)

Jogos de RPG ou estratégia disputados em duas equipes, como League of Legends. A ideia é acabar com a base inimiga.

  • Battle Royale

No estilo “resta um”, o objetivo desse jogo é sobreviver e usar todos os recursos disponíveis durante a jornada. Fortnite e PlayerUnknown’s Battlegrounds são fenômenos da modalidade.

Seja em qualquer um dos estilos, um mercado com tamanha audiência e potencial de crescimento esconde diversas oportunidades para empresas

Oportunidades de negócio

O mercado de e-sports possui grande apoio tanto de anunciantes e marcas patrocinadoras, quanto de grupos de comunicação que realizam a cobertura dos eventos.

Por isso, cada vez mais marcas têm procurado espaço no segmento para divulgação. De acordo com a eMarketer, empresa americana de pesquisa e análise de dados, os fãs de e-sports são jovens que possuem uma renda ligeiramente acima da média, apresentando potencial de lucratividade.

Somente na América do Norte, estima-se que 24 milhões de entusiastas vão gerar, em média, 17 dólares cada em consumo.

Um estudo da Newzoo também afirma que, até 2022, a receita mundial por fã, que hoje beira os US$ 5,50, vai chegar a US$ 6,60. Aproveitar esse crescimento é uma grande chance para qualquer empresa. 

Se antes as companhias envolvidas eram somente aquelas ligadas à modalidade (marcas como a Intel, que produz computadores e processadores), hoje a realidade é diferente. Empresas de todos os setores embarcaram na onda para ganhar visibilidade.

A Clear, marca de produtos para cabelo da Unilever, é facilmente associada ao jogador de futebol Cristiano Ronaldo, que há alguns anos dá vida às campanhas. Aproveitando a oportunidade, recentemente a empresa também contratou o brasileiro FalleN, que é atleta de Counter Strike

As redes sociais também são de grande importância para os espectadores de e-sports. Ainda segundo a Newzoo, 72% dos entusiastas brasileiros estão presentes regularmente no Instagram.

Investir em anúncios nos canais de comunicação que envolvem as competições ou que falam sobre as mesmas pode ser um grande insight, especialmente se a sua marca mirar em um público jovem.

Além de oferecer uma vitrine para que as marcas ganhem visibilidade, o mundo dos games também trouxe outras contribuições para o marketing. Uma delas é o conceito de gamificação.

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