Com a chegada da Era da Presença, o papel do gestor de marketing evoluiu. Mais do que executar táticas e gerenciar orçamentos e canais, as lideranças se tornaram arquitetos de conexões profundas com o público.
Hoje, as marcas não ocupam apenas espaços publicitários; elas habitam um ecossistema vivo e interconectado da Constelação de Marketing. E sem um responsável pela orquestração disso tudo, a estratégia da marca corre o risco de se tornar apenas um ruído digital.
Neste artigo, exploramos como essa evolução redefine responsabilidades e quais competências são indispensáveis para liderar marcas em ambientes complexos. Boa leitura.
Qual é o papel do gestor de marketing na Era da Presença?
A gestão de marketing deixa de ser um departamento isolado para se tornar o sistema nervoso central da empresa. O gestor assume uma função multitarefas, com atuação em três frentes principais que garantem a relevância da marca no mercado:
Guardião da narrativa
Em um cenário digital disputado, em que o conteúdo é pulverizado em múltiplos formatos e plataformas, o maior risco de uma marca é a fragmentação de sua mensagem.
Na Era da Presença, o gestor atua como o guardião da narrativa, garantindo que a alma da marca, ou seja, seu propósito, tom de voz e valores, permaneça intacta.
Independentemente se o contato ocorre após o consumidor assistir a um Reels, ao escutar um trecho de um podcast ou ao entrar em contato com o time comercial para fechar uma proposta, a mensagem contada deve ser a mesma em todos os momentos.
Tradutor do pulso cultural
Nem sempre o que o consumidor pensa, fala e vê é tangível. Cabe ao gestor de marketing atuar como um sensor que capta o “zeitgeist” (espírito do tempo) para que a marca esteja presente no contexto social.
E isso inclui saber como traduzir as dores, os anseios, os desejos e os comportamentos do público dentro da estratégia de marketing.
Os gestores que souberem se posicionar de forma autêntica, trazendo temas relevantes, dentro do timing e evitando o oportunismo vazio, garantirão uma comunicação alinhada à realidade dos consumidores.
Orquestrador de ecossistemas
O gestor de marketing é o maestro que garante que todos os pontos orbitais da constelação estratégica trabalhem em harmonia: da projeção à exploração, da ressonância à conquista.
O profissional precisa gerenciar um ecossistema vivo de parceiros, agências e times internos, para eliminar os silos na comunicação e focar na criação de uma jornada de cliente fluida e sem atritos.
Os maiores desafios para gestores de marketing na Era da Presença
Gerenciar nessa nova era não é uma missão simples. A complexidade do ambiente digital trouxe desafios que exigem resiliência e visão sistêmica, que podem tornar a adaptação da Era da Performance para a Era da Presença Inteligente um desafio:
Jornada fragmentada
O consumidor não segue mais um funil de vendas linear. O desafio é buscar manter a marca presente e coerente em múltiplos pontos de contato simultâneos, com uma estratégia que priorize os canais que façam sentido para o público-alvo.
Infoxicação de dados
Em um oceano de métricas, dados e KPIs, o gestor precisa saber diferenciar o que é ruído (métricas de vaidade) do que é sinal (dados que impulsionam o negócio).
Gestão unificada
Romper as barreiras entre os times de vendas, tecnologia e produto é essencial para que a experiência do cliente seja única, evitando um gap de oportunidades em potencial desperdiçadas.
Velocidade contra essência
Há ainda o desafio de responder os clientes em tempo real, dentro das tendências culturais e sem trair os valores e o branding da marca a longo prazo.

4 competências que todo gestor de marketing precisa adotar na nova era
Para superar esses e outros desafios, o gestor de marketing precisa desenvolver um novo conjunto de competências essenciais, como foco em eficiência e viabilização:
1. Visão de branding
Para transformar o propósito da marca em reputação e resultado, é preciso definir o “porquê” e proteger a essência em cada ponto de contato. É essa visão que transforma clientes em defensores fiéis.
2. Fluência em dados e IA
Não se trata de realizar relatórios, mas sim, de dominar a lógica. O gestor atual precisa utilizar a inteligência artificial como copiloto para ganhar escala e personalização, transformando dados brutos em inteligência competitiva e previsibilidade de resultados.
Além de dominar KPIs e OPIs, é necessário criar índices e potencializar a intuição humana.
3. Inteligência cultural
Marcas não operam no vácuo. O gestor precisa atuar como um “antropólogo digital”, para captar o timing de temas relevantes. Ter inteligência cultural permite que a marca se conecte com causas, memes e movimentos sociais com autenticidade e contexto.
4. Liderança e diplomacia
Gerir marketing na nova era consiste em entender como alinhar pessoas e expectativas. Para isso, é importante unir todos os setores da empresa em torno da única jornada que realmente importa: a do cliente.
Do operacional ao estratégico: seu próximo passo na gestão de marketing
O futuro do marketing não pertence às marcas que gritam mais alto, mas àquelas que se fazem presentes de forma mais inteligente. O gestor de marketing que compreende seu novo papel deixa de ser um executor para se tornar um pilar indispensável da estratégia de negócio.
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