Você está realmente preparado para a Black Friday 2025?
A cada ano, essa data se consolida como um verdadeiro termômetro do varejo e do e-commerce no Brasil.
Para se ter ideia, em 2024, o faturamento acumulado da Black Friday ultrapassou R$ 9,4 bilhões, com mais de 18 milhões de itens vendidos, segundo levantamento da Neotrust Confi — números que mostram claramente o impacto dessa data no comportamento de compra dos consumidores.
Mas não se engane: o cenário muda rapidamente. Consumidores estão mais exigentes, a concorrência é mais acirrada e a jornada de compra cada vez mais fragmentada.
Então, como vender nesta Black Friday? É o que vamos mostrar neste artigo.
Vamos falar como as marcas podem se preparar para a Black Friday 2025 de forma estratégica, evitando erros comuns e aproveitando ao máximo cada oportunidade. Você vai descobrir:
- Por que começar o planejamento agora é crucial;
- As principais tendências do comportamento do consumidor em 2025;
- Estratégias de estoque, logística, marketing e tecnologia;
- Como alinhar equipes para garantir resultados consistentes;
- Cases e aprendizados de anos anteriores;
- Um checklist prático para preparar sua marca para a Black Friday.
Com essas informações, você terá um guia completo para transformar a Black Friday em um momento de crescimento real para seu negócio.
Como foi a Black Friday 2024 e o que está por vir em 2025
A edição de 2024 mostrou porque a data segue sendo um dos maiores impulsionadores do consumo no Brasil. Segundo a Neotrust Confi, o e-commerce registrou um faturamento de R$ 9,4 bilhões, com mais de 18 milhões de unidades vendidas — um crescimento de 10,7% em relação a 2023.
Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho, estão os descontos mais planejados, a chegada do 13º salário e a proximidade com o Natal, que aumentaram o poder de compra dos consumidores.

Esses números reforçam que a Black Friday continua entregando altos retornos, mas em um cenário cada vez mais competitivo, segmentado e dinâmico.
O que esperar da Black Friday 2025
Segundo o Diário do Comércio, a data oficial da Black Friday deste ano será 28 de novembro de 2025, seguindo a tradição da última sexta-feira do mês. Mas, como reforça o E-commerce Brasil, grandes empresas, como a Infracommerce, já iniciam seu planejamento estratégico em agosto, com comitês semanais que integram logística, tecnologia, marketing, CRM e atendimento.
Parece muito antecipado? Na verdade, não é.
O nível de competitividade e a complexidade das operações exigem que tudo seja desenhado com meses de antecedência: desde negociações com fornecedores até a definição de descontos inteligentes, testes de campanhas de mídia e simulações de fluxo logístico.
Esse preparo garante não apenas que a operação aguente o pico de demanda, mas que a experiência do consumidor seja fluida, personalizada e livre de fricções — um fator decisivo para conquistar a venda pontual e, tão importante quanto ela, a fidelização no pós-Black Friday.

Assim, a edição de 2025, promete ser não apenas mais digital e personalizada, mas também mais estratégica e tecnológica, exigindo preparo antecipado das marcas que querem disputar espaço e relevância nessa vitrine de consumo.
Por que começar a se planejar agora?
Planejar a Black Friday com antecedência deixou de ser uma boa prática para se tornar questão de sobrevivência no e-commerce.
Marcas que deixam para agir em cima da hora enfrentam gargalos sérios: rupturas de estoque, falhas logísticas, sobrecarga no atendimento e campanhas que não têm tempo de maturar.
Mais do que evitar erros, o planejamento antecipado abre espaço para capturar oportunidades invisíveis para quem só se decide na última hora: desde a nutrição de leads até a integração com novos canais de venda, como o TikTok Shop.
Comportamento do consumidor em 2025
De início, é importante saber que o tempo das “meias verdades” e descontos inflados ficou para trás, uma vez que o consumidor brasileiro está cada vez mais maduro e exigente em relação à Black Friday.
Algumas tendências desse novo consumidor se destacam:
- Busca por descontos reais e transparentes: ferramentas de comparação de preços estão mais acessíveis e qualquer tentativa de maquiagem é facilmente desmascarada.
- Intensificação da jornada omnichannel: a experiência integrada entre físico e digital ganha peso. O cliente pesquisa online, experimenta na loja e finaliza pelo app — ou o inverso.
- Influência de redes sociais e creators: segundo o Opinion Box, 54% dos consumidores já compraram algo indicado por um influenciador digital. Em datas como a Black Friday, esse comportamento se intensifica.
- Rapidez e conveniência: soluções como one click buy, carteiras digitais e retirada em loja se tornam fatores decisivos na escolha da marca.
- Entretenimento como gatilho de conversão: com o TikTok Shop e o live commerce, a compra se mistura ao conteúdo, transformando a Black Friday em uma experiência de engajamento, não só de desconto.
Planejamento de estoque e logística
Na Black Friday, não adianta ter a melhor campanha se o produto não está disponível ou se a entrega falha. Falhas de estoque e atrasos logísticos são os maiores vilões da data e, infelizmente, os mais lembrados pelo consumidor depois da compra.
Para evitar esses gargalos, o planejamento precisa começar na previsão de demanda:
- Analisar histórico de vendas;
- Cruzar dados de mercado;
- Ajustar a produção e o estoque de acordo com os produtos mais desejados.
A integração entre e-commerce, marketplaces e pontos físicos também é estratégica, pois permite redirecionar estoques em tempo real.
Além disso, a logística precisa de protagonismo nesse cenário. Isso vai desde a ampliação de centros de distribuição e parceiros de transporte até a oferta de modalidades como same day delivery e retirada em loja.
Vale lembrar que rapidez na entrega não é mais diferencial, é requisito básico para competir.
Estratégias de marketing e mídia
A comunicação da Black Friday em 2025 vai muito além de “desconto imperdível”. O consumidor está saturado de narrativas rasas e só se engaja quando enxerga valor real.
Isso significa construir campanhas segmentadas e consistentes, que utilizem remarketing inteligente para impactar quem já interagiu com a marca, ofertas personalizadas baseadas em comportamento de compra e narrativas que conectem desconto com propósito ou experiência.
O investimento em mídia também precisa de planejamento e antecedência: os leilões ficam mais caros perto da data, então quem distribui a verba ao longo de novembro — com teasers, listas de espera e pré-vendas — tende a garantir mais eficiência no custo por aquisição.
Uso de dados e tecnologia
A Black Friday é um teste de fogo para a maturidade digital das empresas. Isso significa que quem não utiliza dados para prever, ajustar e otimizar, atua praticamente no escuro.
Ferramentas de previsão de demanda ajudam a calcular estoques ideais, evitando tanto a falta quanto o excesso de produtos. Plataformas de CRM e CDPs (Customer Data Platforms) permitem segmentar clientes com precisão, entregando ofertas personalizadas que realmente convertem.
Na mídia, a análise de comportamento em tempo real e o uso de IA para ajustar lances e criativos tornam os investimentos mais inteligentes e menos desperdiçados. Além disso, dashboards integrados dão visibilidade imediata do que está funcionando — assim como onde é preciso pivotar a estratégia.
No fim, dados e tecnologia são o diferencial entre uma Black Friday que gera picos de vendas pontuais e uma que fortalece o relacionamento e a recorrência de clientes.
Onde vender na Black Friday 2025?
Antes de pensar nas campanhas, é essencial mapear quais canais de venda realmente fazem sentido para sua marca — e, principalmente, para o seu público.
A loja virtual é o ponto central, mas hoje os consumidores estão distribuídos em diferentes espaços digitais. Se você não aparecer onde eles estão, vai perder oportunidades.
Instagram Shopping
Segundo pesquisa da Nuvemshop, mais de 89% dos lojistas pretendem usá-lo para a Black Friday. A lógica é simples: posts e stories com etiquetas clicáveis permitem que o usuário veja preço e vá direto para o checkout. De acordo com o próprio Instagram, o recurso pode aumentar em até 44% o tráfego e em quase 10% a receita.
WhatsApp Business
Com quase 60% de preferência entre lojistas, o WhatsApp Business é muito mais do que suporte: virou vitrine e canal de conversão. Os catálogos, mensagens automáticas e listas de transmissão ajudam a estreitar o relacionamento e acelerar a compra.
Facebook Shops
Ainda relevante, com mais de 62% de adesão entre lojistas na última Black Friday, o Facebook Shops garante jornadas rápidas em dispositivos móveis e integração fácil com o Instagram, ampliando o alcance de campanhas.
TikTok Shop
A novidade que promete crescer ainda mais na Black Friday deste ano é o TikTok Shop. Com a força do social commerce, a plataforma conecta entretenimento e compra em tempo real, potencializada por creators e transmissões ao vivo. Para marcas que miram públicos jovens e engajados, é um canal estratégico que pode virar destaque na data.
Marketplaces
Mercado Livre, Amazon, Shopee e Americanas.com seguem como gigantes do tráfego na data. O segredo aqui é usar esses espaços de forma tática, escolhendo produtos-chave e garantindo controle de estoque para não perder margem nem reputação.
Quais meios de divulgação usar
Não basta apenas estar presente nos canais de venda; é preciso escolher como e onde comunicar suas ofertas. Alguns dos principais meios de divulgação para a Black Friday 2025 incluem:
- Redes sociais (Instagram, TikTok e Facebook): posts orgânicos, anúncios segmentados, stories e lives para engajar o público. O Relatório do Varejo 2025 da Adyen revela que 55% dos brasileiros utilizam as redes sociais como canal de compra, e 37% tendem a adquirir um produto se ele estiver em alta nas redes.
- Influenciadores e creators: micro e nano influenciadores podem gerar maior confiança e alcance segmentado. Vale destacar que 80% dos consumidores compram produtos sugeridos por creators, segundo pesquisa da Youpix, em parceria com a Nielsen.
- Marketing de conteúdo: blogs, vídeos e tutoriais ajudam a educar o cliente sobre produtos e promoções, reforçando a decisão de compra.
A chave é integrar os meios para criar uma experiência omnichannel, em que o consumidor seja impactado no momento certo, no canal certo e com a mensagem certa.
Dicas para vender mais
Para potencializar os resultados da sua Black Friday, algumas práticas são essenciais:
- Antecipação e exclusividade: crie listas VIP no e-mail, SMS ou canais conversacionais, pré-vendas e spoilers para aumentar a expectativa.
- Ofertas realmente atrativas: descontos relevantes, cashback, frete grátis e condições especiais aumentam a conversão.
- Cross-sell e up-sell: sugira produtos complementares ou upgrades para aumentar o ticket médio.
- Experiência mobile-first: garanta que sites, apps e canais sociais funcionem perfeitamente em dispositivos móveis.
- Monitoramento em tempo real: acompanhe vendas, estoque e engajamento para ajustar campanhas rapidamente.
- Humanização do atendimento: mesmo com automações, o contato humano ainda é um diferencial, principalmente em dúvidas e pós-venda.

FAQ — O que as pessoas também pesquisam sobre Black Friday
1. Quando é a Black Friday 2025?
A Black Friday 2025 acontecerá no dia 28 de novembro, que é a última sexta-feira do mês.
2. Vale a pena investir em mídia paga só para a Black Friday?
Sim, mas o ideal é planejar a distribuição da verba ao longo de novembro, evitando picos de custo no dia.
3. A Black Friday funciona para todos os setores?
Funciona, mas com abordagens diferentes. Serviços, por exemplo, podem oferecer combos, bônus ou antecipação de contratos.
4. Qual o maior erro das marcas na data?
Prometer o que não podem cumprir: descontos irreais, logística falha ou comunicação desalinhada.
5. Como se diferenciar em meio a tanta concorrência na Black Friday 2025?
Com personalização, experiência fluida e narrativas que comuniquem valor, além do preço.
